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A aparência que quebrou. A essência que ficou

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Os dois estavam quebrados, cansados e se sentindo perdidos e derrotados. Não acreditavam mais nas palavras, nos atos imediatos e nem no amor. Só acumulavam memórias boas rasas e dor nas juntas e nas costas. Pesos extras e desnecessários, sabe? Não acreditavam mais num abraço aparentemente apertado e num sorriso supostamente largo. Duvidavam.

Ambos sempre gostaram de chuva e tempo nublado, daquele com nuvens bem cinzas e que se misturam no alto. Daqueles dias com o chão molhado em que dá vontade de se encolher na cama e escutar música, pensando naquele alguém amado. Mas desde que se machucaram os pensamentos se tornaram sofridos e amargos. Elevados e, por vezes, calados. Sentiam falta do sol e do calor.

Imaginavam e até desenhavam o próprio futuro baseado em pedaços do passado e em fragmentos frescos do presente. Desdenhavam a própria sorte e se apegavam à suposta ideia de que o azar era que seria sua eterna companhia. Porém, foi só virar a esquina que trombaram na vida e na pele um do outro. As cabeças baixas se ergueram e os olhos com vistas quebradas se fitaram.

Não se conheciam, mas se reconheciam. Como almas solidárias e solitárias. Amenas, maltratadas e descartadas. Mas não tanto pelos outros, e sim mais por si mesmos. Perceberam bem depois, após um encontro mais reservado a dois, que tinham muito em comum: antes de serem deixados de lado e até trocados eles mesmos tinham se abandonado. Era hora, era o presente de rever o passado pra reconstruir e ir rumo ao futuro. E quem sabe, juntos?


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