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Antes ela só sofria, hoje ela respira

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Você vê aquela menina bem ali, sentada com uma outra amiga e que ri com uma alegria nata e rara? Pois bem, ela nem sempre foi assim. E nem faz tanto tempo que ela caminhava pelas ruas de cabeça baixa e o coração frio e vazio. Mas ele também nem sempre ficou assim, sem emoção e em completa escuridão. Tudo aconteceu por causa de confianças quebradas, amizades disfarçadas (de boas intenções e alegres reuniões), e amores sem devoluções, sem reciprocidade e verdade.

Sua vida era repleta de pessoas que se contadas não cabiam nos dedos de suas duas mãos. Mas de que adiantava a quantidade se faltava qualidade? Viviam intensamente e distraidamente momentos preenchidos de festas, passeios, música alta e risadas escancaradas. Porém, quando surgia qualquer aperto e a necessidade de alguém ao lado, se via sozinha e desamparada. Ninguém pra lhe dar a mão ou somente atenção. Só reapareciam quando tudo era diversão e curtição. Aos poucos, mas decididamente, foi se sentindo estranha e esquecida de lado. Só porque substituiu seus sorrisos falsos e com motivos fúteis por uma expressão mais reprimida e fria.

De repente, ela não se sentia mais à vontade no meio daquelas pessoas que só sabiam gargalhar e brindar com copos ou com seus corpos, que dançavam e se entrelaçavam de acordo com a batida de qualquer música, a própria vida. De repente se perguntava como tinha parado e estacionado ali? Cercada de gente imune de sentimentos, mas carentes de qualquer badalado evento. De repente, ela cansou e chorou. Não queria mais fazer parte daquilo, deles. De repente, ela se viu no ciclo e na passagem de: amigos pra conhecidos e, por fim, completos desconhecidos.

Ainda tinha um colega ou outro, que não faziam parte do seu antigo bando, que lhe pediam pra não ficar triste e se reerguer. Mas como controlar um furacão que chega sem avisar e leva consigo tudo o que acha pelo caminho? Como frear a (nossa própria) natureza? De sentir, independente se for algo bom ou nem tanto assim? Muitas vezes, a gente só precisa de tempo: pra enxergar, digerir, se isolar, tentar entender, saber o que nos faz bem e desapegar do que (de quem) só nos puxa pra baixo por um puro e egoísta prazer.

Com muito custo e o rosto inchado, de tanto desabafar por meio de lágrimas, foi que ela juntou o que dela mesma restou. Caquinho por caquinho, mas com a cabeça mais limpa e decidida a trocar sua antiga aparência por sua real essência. Um pouco mais descansada, mas por dentro um tanto insegura ainda, foi abandonando seus antigos atalhos que a levariam para os mesmos lugares, por novos caminhos mais inteiros. E ainda era fevereiro. Tinha tanto tempo pela frente ainda pra se redescobrir e sentir um comecinho de c(alma) que nem sabia que lhe pertencia.

E sentia mais. Que aquele era apenas o começo, mas a tempo de salvar sua própria história de um qualquer e vazio desfecho. Em que a futilidade e falsidade reinariam, quando, na realidade, era o amor que nela deveria viver e morar. Estava longe, só que cada vez mais perto de encontrar finalmente seu lar.


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