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Às vezes. Só às vezes

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Às vezes, a gente quer muito mudar uma pessoa. Sacudir os ombros e o coração dela pra fazer perceber o quanto devemos ser valorizados e o quanto somos importantes pra ela. Que não somos eternos e nem substituíveis. Que se quiser viver uma história de amor verdadeira, que nos escolha pra junto com ela ser protagonista de uma vida intensa, parceira e extensa. Mas nem sempre acontece o que tanto desejamos.

Ficamos tanto tempo presos em alguns capítulos da nossa vida que fechamos os olhos e o coração pra qualquer um que tente se aproximar e que, talvez, queira ficar (bem diferente daquele que a gente não esquece, mas que já nem se lembra mais da gente). Por simplesmente gostar do nosso jeito atrapalhado de ser, da nossa sensibilidade à flor da pele, por detalhes no nosso corpo e na alma que só a gente tem. Quem dera conseguíssemos desapegar rápido e agora de ausências que um dia foram presenças, vazias e ligeiras na nossa vida. Quem dera abraçássemos e nos ligássemos, pra ontem, daqueles que não conseguem tirar os olhos dos nossos. E só. E basta.

Por muito tempo a gente insiste em quem nem sequer lutou pela gente. Nutrimos e cuidamos tanto de manter vivo aquele sentimento que pra nós é tão bonito e que poderia dar tão certo, que nem nos atualizamos e enxergamos que a realidade é bem diferente da ideia que temos da nossa tão particular felicidade. Não ganhamos do outro abraços, olhares, beijos, mãos dadas, mensagens, ligações, visitas inesperadas (e tão desejadas), nenhuma atenção ou sinal de carinho ou amor. Nos vimos sozinhos num relacionamento que nem sequer existiu. Muitas vezes somos, sim, nosso pior inimigo.

Daí, muitas vezes, ficamos imersos e remoendo o passado que nem foi tão bom assim, com pessoas que nem sempre nos trataram como merecíamos e queríamos. Pessoas que não nos queriam. Que se foram por vontade própria e prejudicaram, de certa forma, nosso amor-próprio. Mas é aí que a gente deveria colocar um pouco a cabeça em ordem, já que o coração ficou todo revirado e em uma completa desordem. Usar a razão pra recuperar nossa emoção. Pensar e agir a nosso favor. E aos poucos, mesmo que doa, nos afastar dos antigos sonhos que tinham todos seus pilares em uma base que nunca foi forte, e passar a olhar pra frente, sem retornar a visão pra uma ilusão borrada e que só nos fez mal.

Que a gente consiga sempre recomeçar, nos reencontrar e dar chances, tanto a nós mesmos como pra velhas ou novas pessoas. Desde que mereçam e façam por merecer. Que a vontade de reciprocidade nos guie pelos caminhos desconhecidos ou já andados da vida. Mas que nos ensine, acima de tudo, que amor dado, recebido e retribuído é uma das melhores sensações e recompensas de tantos machucados, choros e escolhas erradas que já tomamos e nos foram tomados. Que a gente se retome e some com quem não pretende sumir e repetir o mesmo roteiro egoísta que tantos outros nos fizeram passar. Porque isso está bem longe de amar.


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