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Até quando se deixar pra depois (ou nunca mais)?

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Essa menina já passou por cada fase pesada e por tanta gente vazia, que também se viu oca de amor e lotada até os olhos de dor. Preferia não sair, não se expor, não conhecer e nem ser re(conhecida). Ela mesma não se entendia, só sentia.

Sentiu por tanto tempo o gosto amargo dos outros que achou que aquele era o real sabor da vida. Ficou imersa num mundo em que o próprio coração cansado e pisado criou, onde tudo era escuro e mudo. Onde sua única companhia eram os pensamentos e momentos negativos, e a própria solidão.

Mesmo com a alma pela metade, não conseguia parar de se doar e se doer. Ela pegava muito pra si as dores dos outros, sempre deixando pra depois as suas próprias. Até que a submissão e a conformidade trocaram de lugar com a revolta de nunca voltar pra si mesma. Pois sempre corria, mesmo sem fôlego, atrás dos outros, fugindo de tudo que a habitava por dentro. De quem era e de quem poderia ser por inteiro.

Cansada, mas dessa vez de só se debater e se afundar, tentou nadar e alcançar a superfície do próprio a(mar). Foi aí, só aí, que voltou a respirar e desejar um amor diferente daqueles que insistentemente pensava precisar. Em voz alta, disse pra si mesma, pra talvez seu coração e cabeça compreender e enraizar: “Era esse amor-próprio que eu precisava encontrar”.


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