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E essa ansiedade, menina?

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Roer as unhas. Batucar os pés no chão, e as mãos nas pernas. Estar no presente, mas permitir que a alma voe para o futuro ou volte para o passado. Ter medo do que vem ou de quem nunca virá. Já esperar o pior, mesmo sem estar preparada pra ele. Ai, como controlar algo que praticamente já controla você? Prazer, isso se chama ansiedade!

Muitos dizem o quanto sentem falta da infância. Eu, sinceramente, não sinto falta da minha. Sinto saudades das tardes na casa dos meus avós e das brincadeiras que inventava pra passar as horas e pra estar com eles. Nunca reparava nas rugas ou nos limites que faziam parte daqueles dois, só prestava atenção na alegria e na disposição de trocar qualquer televisão ou cochilo só pra brincar com a neta impaciente e inexperiente da vida. Sinto falta do tempo em que eu não contava o tempo. Não me importava com o passar das horas e nem dos anos. Só vivia.

Até uma certa idade a gente não é apresentado oficialmente a essa tortura chamada ansiedade. Ela somente nos visita e nos cutuca de vez em quando. Mas daí é só a gente crescer, receber os pesos nas costas (de escolher um futuro e trabalhar por ele arduamente, por exemplo) e claro, se apaixonar. Quando a gente se apaixona quase que automaticamente ela vem pra ficar de vez. Como se fosse um brinde. Desnecessário, óbvio, mas grudento e sufocante.

Ela nos provoca, atiça, intimida, precipita e chega a ser quase uma inimiga quando a questão é a nossa felicidade. Já que ela já coloca sofrimento em um acontecimento que nem sabemos se existirá. Ela nos arranca o ar e a razão, se aloja no coração e lá fica. Sem pagar aluguel, só apagando a nossa fé. Faz a gente duvidar de nós mesmos e ainda mais dos outros. O peito aperta e tantas vezes a tristeza encontra brecha e as portas abertas, pra entrar e nos tomar sem dó.

Olha, não digo que seja algo de todo ruim sentir esse friozinho na boca do estômago ao pensar naquela pessoa ou ansiar pela resposta que, de certa forma, impulsiona seu futuro profissional. Não. Isso é bom! O que é ruim é ceder à fraqueza que essa ansiedade te deixa quando te abraça por completo e te cega. Quase te forçando a acreditar que tudo dará errado, que você vai tropeçar logo na próxima esquina e vai pagar o maior mico, que vai passar mal naquela apresentação da escola/faculdade/trabalho, que nada de bom merece você (desde coisas a pessoas). Ansiedade e pensamento negativo podem ser amigos e quererem que você se junte a eles nessa amizade mal-intencionada. Escolha bem, desde quem anda ao seu lado até o que te habita por dentro.

Não tem problema algum em estar ansiosa, menina. O perigo é se acostumar a ser. A sempre sentir o coração na boca só de viver. Viver tem seus riscos, mas também é tão bonito. Depende da maneira de você ver. Vai tomar um banho, ler um livro, assistir sua série preferida ou aquele filme que te atiçou a curiosidade. Vai relaxar. Ou ao menos tentar. Só não se deixe controlar por uma sensação que só te faz sofrer, quando, na realidade, você gosta é de sor(rir) e ser.


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