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Era pra ser os dois. Era pra ser amor

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(continuação da postagem 10/05/2016)

Olha, não é nada fácil quando se é amiga de duas pessoas que você sente e vê que têm tudo pra dar certo, mas que insistem em dar errado. Sabia o que se passava no coração de cada um daqueles dois e o quanto se gostavam. Só eles que não sabiam.

Precisou passar quase meio ano, seis meses, pra todas aquelas mudanças internas acontecerem. Distantes durante todo esse tempo um do outro parece que amadureçam por uma vida inteira. Como amiga e torcedora de ambos me senti sufocada e necessitada a causar um encontro entre aqueles dois corações. E foi o que fiz. Fingi precisar de um ombro amigo e liguei para os dois pedindo socorro, quase aos prantos. Percebi que sou até uma boa atriz, pelo menos por telefone, porque tanto um quanto o outro voaram até meu apartamento. Sem fôlego, permiti que ela entrasse.

— O que foi? O que aconteceu? — Veio logo me questionando.

Nem deu tempo de responder, pois a campainha impaciente voltou a tocar. Quando fui abrir, ele surgiu com algumas gotas de suor espalhadas pela face e se atropelando nas palavras.

— Me diz o que te aconteceu? Você quase me... — E perdeu o rumo e a voz quando deu de cara com ela. Tão bonita e viva, bem diferente de quando estava e sempre esperava por ele.

De fininho, sai do meu próprio lar e deixei os dois sozinhos. Com o ouvido colado na porta do lado de fora e os dedos cruzados, rezava pra que eles se entendessem e finalizassem de alguma forma aquela história tão inacabada entre eles.

Por um tempo só ouvi o silêncio e alguns poucos passos. Depois veio um choro e a voz alterada dela, pedindo pra que ele se afastasse. Sabia. Ela ainda não havia se curado e nem superado ele. Achei que tudo tinha sido em vão e que acabaria ali meu plano elaborado de coração. Mas não. Calei meus pensamentos quando também ouvi um choro vindo dele.

— Já tô longe demais de você por tanto tempo... Não quero mais essa distância. Quero você. — Confessou ele.

Aquelas palavras pelo jeito haviam calado ela, assim como eu. Acho que nenhuma de nós esperava essa reação sentimental vinda dele.

— Não. Você não me quer. Nunca quis. Eu só era um estepe, um brinquedo pra você ocupar seu tempo vazio de amigos e diversão.

— Vazio é como me sinto hoje e nesses últimos seis meses. Sem você. Sem nós.

Vou resumir o que aconteceu naquele dia, porque só aquela uma hora de cara a cara daria cinco capítulos bem detalhados de um livro, cheio de encontros e desencontros. Houve choro, resistência, desistência. Reaproximação, perdão, confissão. Mas acima de tudo dois corações cheios de saudades e amor guardado um pelo o outro. No fundo, só precisavam de tempo pra se entenderem e um empurrão pra se re(verem), pra perceberem o quanto ainda havia de continuação numa história que nem tinha começado e parecia ter acabado.

Às vezes, o amor precisa disso. Crescer, florescer, amadurecer e viver. Mas não morrer. Parece mais uma fênix pronta pra surpreender.

(Fim? Não. Apenas o recomeço de algo que nasceu pra ser.)




  




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