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Intimidade intimida

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A gente tem medo de tanta coisa e pouca coragem pra tantas pessoas que, sinceramente, fica cada vez mais complicado arriscar e se deixar infiltrar. À medida que se permite conviver com novas caras, personalidades, gostos, exigências e carências, a gente também vai se mostrando mais ou se fechando demais. Retirando as camadas ou se cobrindo com novas e duras cascas. Pois machuca quando na confiança a gente se vê sozinho. Confiar também precisa de reciprocidade. Pra qualquer relação ser de verdade. O que (quem) nem sempre é.

Duas, três, cinco, seis. Pode esquecer de contar! Pois quando se gosta e até se ama o risco de sangrar é sempre maior do que somente sorrir e ser feliz. Pura ilusão, isso sim. E assim como qualquer machucado no corpo, quando é na alma nem com primeiros socorros facilmente vai cicatrizar. Você vai chorar, se isolar, escolher a música que mais vai cutucar na sua ferida e depois ainda vai jurar se reerguer e ser bem diferente da pessoa que era num passado recente. Mas sabe como é. Promessas são facilmente quebradas. Mesmo aquelas que a gente faz pra gente mesmo. De frente para o espelho. Já que quando você vê aquela pessoa suas pernas bambas acusam seu coração mole e derretido, que por dentro te sussurra aos ouvidos que nada mudou.

Consentir que alguém entre pela porta da frente do nosso lar, do nosso coração esperançoso e ansioso por amar e, acima de tudo, por ser amado e regado, deixou de ser uma tarefa pra se transformar em um desafio. Cada vez mais difícil e sozinho, porque depois de uns dois dias a outra pessoa, supostamente querendo te conquistar, parece sumir e evaporar. Tamanha a falsa vontade de te cuidar e realmente ao seu lado estar. Saudades dos sentimentos de verdade e da cara a cara. Olho no olho. Pele na pele. Será que se esqueceram como é realmente se apaixonar?

No fim, sei lá, talvez não seja a intimidade que assusta. Talvez seja a vida a dois, a prestação de contas, o achar que a liberdade só existe quando se está só. São tantos pensamentos, justificativas, desculpas, saídas pela diagonal, que esquecemos de perceber que só há um jeito de viver: ser quem se é e lutar pelo o que (quem) se quer. Não é me permitir ser transparente e você me conhecer que me intimida, é somente a maneira torta que você pode me ver que me esfria. E é melhor saber: gosto apenas do céu nublado e o vento frio e parado, mas sou imensamente apaixonada por aqueles que são calor, e não dor. Sabe por quê? Porque sei que mereço amor.


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