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Mas querido, você é a única exceção

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Durante muito tempo estive imersa em histórias rasas, regadas a migalhas e intenções alheias falsas. Permaneci por meses presa em correntezas de mares e marés que nunca me pertenciam ou chegariam a pertencer. Só me afoguei, atraída por poucas frases de carinho e muitas preenchidas por secos vazios. Pois é. Já me iludi feio e chorei por amores que nunca foram amores. Ao menos da outra parte. Cansei e me afastei de qualquer um que quisesse meu número de celular ou saber se eu estava namorando ou apaixonada.

Não vou dizer que desisti. Não. Juro que tentei por um tempo me dar oportunidades que se fosse antes jamais me permitiria. Sempre fui do tipo de dizer mais "não" do que "sim" a qualquer outro coração que quisesse fazer parte de mim. Porque uma vez na minha vida, dificilmente gostaria de perder o que (quem), de certa forma, ganhei. Assim como já perdi ele e poucos outros bons. Mas nenhum dos que vieram depois me prenderam a atenção ou conquistaram minha vontade de querer conhecer cada vez mais. De ansiar por uma mensagem ou ligação. Ao contrário. Ficava cada vez mais desinteressada e desapegada. E assim foi.

Me acostumei com o tempo (ah, meu querido e agora amigo tempo) a ficar mais na minha. Cuidando do meu futuro, saindo e me distraindo com meus amigos. Aqueles que seja assistindo um filme ou batendo perna pelas ruas, me fazem um bem danado. Me fazem pegar um ônibus num dia cansado e que meu corpo implora por uma cama e um quarto escuro só pra estar perto deles, porque rir, gargalhar a ponto de comprimir os olhos e ser bobo na frente de qualquer estranho ou conhecido, mas desde que tudo isso seja em boa companhia, é como ganhar um mundo só pra gente. Que só a gente entende. Sem preconceitos, repreensões ou olhares tortos e de negação.

Mas sabe, mesmo com os dias agora muito bem preenchidos e vividos, sentia falta de algo. De alguém. Suspirava sem perceber e escutava músicas com histórias de amores pensando em alguém que nem sabia se existia e que eu desconhecia, ou se era um desejo e sonho sem fundamento. Pois tinha a mania de generalizar vários outros por causa de alguns que tinha o azar de pela minha vida passar. Não ficaram. Menos mal. Fizeram seus estragos e partiram. Sem nem voltar e limpar a bagunça. Mas tudo bem, porque o lado bom é que eu aprendi que pra estar com uma outra pessoa a gente precisa primeiro estar inteira e feliz consigo mesma também. Foram precisos tropeços e erros pra eu finalmente querer e saber onde acertar.

Enfim, nunca saiu de mim a vontade de querer ser protagonista de um romance, e não somente assistir histórias que não eram as minhas. Queria deixar de ser um pra virar dois. Acho que de tanto errar, aprender, rezar, me consertar, quebrar e me amar, foi que me perdi no seu olhar. Pra que olhos azuis ou verdes, se é o seu castanho que me faz suspirar? Parecia que você entrava pela porta da frente da minha alma só de me olhar. Nem precisou sorrir ou me paquerar como tantos outros, você foi você e, nem se trata de talvez, tenho certeza que foi a sua sinceridade que me fez te querer e nunca mais largar. E mais: amar.

Não vou relatar e nem detalhar o depois do primeiro olhar, pois os próximos capítulos são só nossos. Secretos e completos demais pra ficar espalhando pra todos os cantos. Tenho fé e Deus no coração, mas ainda assim acredito que felicidade vivida é melhor do que a compartilhada e detalhada. Só o que eu sei é o que somos hoje, um para o outro. E depois de tantas decepções, de tantas vezes que acreditei e até apostei que minhas histórias deixariam de existir na minha imaginação pra virar realidade e me trazer felicidade, você apareceu no momento e lugar certos. Tudo deu tão errado e desordenado, que precisei cair, chorar, me ralar e ser marcada, pra te encontrar. Não pra me completar, mas pra me acompanhar pela vida. Pois querido, você é a única exceção. A minha exceção.


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