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Me espera. Esp(era)

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Dentro da gente há uma mistura do que a gente sente e o que deveria deixar de sentir e pensar. O que faz mal, atrai azar e, mais cedo ou (não tão) tarde, um desassossegar. É orgulho, ressentimento, medo ou apenas receio. Tudo move nossos passos pra trás, longe do que (de quem) poderia tão bem nos causar paz.

A gente poderia insistir um pouco mais. Lutar sem justificativas vazias de vários "tanto faz". Sor(rir) e ser gentil sem esperar nada em troca, apenas ser espontâneo sem ter hora pra ir embora. Ficar e amar sem um tempo pra acabar. Só cultivar e cuidar. Assim, menores seriam os erros e as culpas pra se acumular. Ah, como é bom acertar e continuar. Diminuir os pontos finais e acrescentar reticências, vivências e essências.

Pois é. A gente quer tanta coisa, tantas pessoas. Mas em grande parte ficamos na vontade de jamais saber o sabor de cada amor. O calor daquele abraço e a realidade de um específico afago. Claro. Porque a nossa covardia supera a nossa ousadia de ir mais além. Mesmo sem a certeza de um futuro, preferimos mesmo é ficar em cima do muro. Nem frio, nem quente. Nem muito pra trás, quem dirá pra frente.

Sonhamos com aqueles que tocam a campainha da nossa casa e que adentram a nossa vida sem mais demora. Rezamos pra que sejamos procurados, requisitados, cuidados e jamais abandonados. Esperamos e pouco vamos. Estacionamos, retrocedemos, esmorecemos, entristecemos. Choramos, nos isolamos e prometemos: parar de procurar e somente desapegar. Mas onde vai (foi) parar o amar? Me espera. Esp(era).


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