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Porque cansei de (me) complicar

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Sabe, diferente de muitos não tenho problemas ou reservas quando o assunto é idade. Mesmo na casa dos 20 e tantos anos, a poucos passos dos 30, já passei por várias fases. Das mais questionadoras e inconformadas às mais sossegadas e descobridoras. Já achei que só seria feliz quando alguém olhasse pra mim e me nomeasse como dona do seu coração. Acreditava que o pra sempre durava e que amizades nunca chegariam ao fim. Já me enganei, fui enganada e, algumas vezes sem querer, também enganava. Abaixava a cabeça quando o outro erguia a dele, julgando ser melhor do que eu. Nisso também me enganei. E ainda bem.

Passava horas trancada no quarto, escutando músicas com letras cheias de mel, que cantavam sobre casais que se amavam e amores que sonhava em viver, mas que fora das letras e melodias tinha tanto medo de num olhar ou num gesto transparecer. Amores por colegas que jamais troquei uma palavra ou amores por aqueles amigos que conversava todos os dias. Difícil é entender e atender aos desejos do próprio coração. Me acostumei a morar na minha zona de conforto, não me arriscava e jurava que assim vivia mais feliz. Já me contentei com restos, meios e desculpas, das mais esfarrapadas, só pra não perder alguém. Com pessoas vazias que só aumentavam minhas expectativas e que no fim me deixavam assim: oca e pouca (quase nula) de mim.

Mas sabe aquelas voltas que o mundo dá? Pois é, se a gente não vai junto com ele pode ficar pra trás, perdido num tempo e numa vida que não existem mais. Por isso, acostumada a permanecer parada, resolvi caminhar e sair do lugar. No começo parece uma loucura, mas depois a gente percebe que na realidade é a cura pra ganhar cada vez mais, mesmo achando que só perdeu. E a gente vai se esvaziando dos excessos e abraçando quem somos. As histórias que ainda valem a pena e revendo as fotografias antigas. Sem se prender ao passado, porém o visitando quando bate aquela saudade. Que atire a primeira pedra quem nunca quis voltar a um tempo que já foi e te fez feliz?

Hoje muita coisa mudou. Eu mudei. Não carrego mais tantos pesos, medos e nem pessoas nas costas. As mesmas costas que andam mais leves e retas, apesar de sentar curvada às vezes buscando por um conforto torto. Não é qualquer coisa ou pessoa que me conquista e me tira a paz. Permitia tão fácil que os outros passassem por mim e me revirassem tudo por dentro, e o pior era que ainda vivia na espera de ser arrumada e reorganizada por quem só me bagunçou. Dizem que virei seletiva, mas pra mim só simplifiquei o que tanto complicava: minha própria vida.


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