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Porque sim. Tem que ser recíproco

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Quantas tapas e vazios são necessários pra gente perceber que para o outro somos ninguém? Que sem reciprocidade não há relação alguma e muito menos felicidade? Que medo nenhum (seja o de arriscar ou de ficar só) não compensa ficarmos parados e nos diminuindo cada vez mais, até não sobrar nada de nós? Que a responsabilidade de ser feliz é só nossa e das nossas escolhas? E que chega uma hora que não dá mais, é preciso dizer "não" para o próprio coração?

Ela sempre foi a favor da espontaneidade, da parceria, cumplicidade, olho no olho, contato físico, sinceridade tanto nas palavras como nas atitudes. Seu grande erro foi achar e apostar que boa parte das pessoas que passariam pelo seu caminho seriam assim também, e resolveu continuar a ser ela mesma, sem se importar com o jeito de mais ninguém. Ela era sorriso aberto, cabelos soltos contra o vento. Deixava de fazer algo que tanto gostava só pra se dispor a estar com o outro. Pois é. Ela abria mão de si mesma só pra viver momentos ao lado de quem mais gostava.

Acreditava que era valorizada e também amada. Já que nunca deu motivos pra ser odiada ou desprezada. Até que percebeu que para o outro tanto foi e tanto fez. Enquanto ela só sabia dizer "sim", ele só respondia "talvez". Foi se decepcionando aos poucos. E essa decepção foi criando raiz. A cada palavra fria e ausência de qualquer demonstração de que ele ao menos se importava com ela, foi murchando por fora o que já estava morto por dentro. Mas ela não é de desistir. Ainda persistiu por um bom tempo, até se tocar de quanto é valioso cada minuto. Imagine uma hora, uma semana ou uma vida inteira. Pois bem, ela imaginou e não gostou do que visualizou. Se viu amarga, encolhida num canto, enquanto ele só festejava com o seu bando. Logo ela que sempre foi tão doce.

Já escutou, leu e aconselhou sobre tantas outras histórias em que um amava por dois, que sentiu vergonha de si própria. Estava fazendo o mesmo que todos os outros: se anulando e vivendo para o outro. Por isso, antes que realmente estivesse a um passo do fundo do poço, resolveu acender a luz do quarto, tomar banho, lavar o cabelo e a alma, e cantar uma música qualquer. Desde que não falasse de amor. E assim, um dia de cada vez, foi voltando a sair de casa e a viver. Mas nunca mais foi a mesma. Ainda bem. Pois aprendeu que o vácuo que muitas vezes somos deixados por outras pessoas é apenas uma forma de nos demonstrar que na nossa vida esses "alguéns" já não precisam mais ocupar espaço. Vieram, nos ensinaram (que eram os errados) e partiram deixando apenas sombras dos seus rastros.

Com tudo e um pouco disso ela se tornou mais seletiva. Não permite qualquer um entrar só pra empoeirar o seu lar e depois sumir como se nunca tivesse estado por ali. Não. Até porque o gostar e o amar, seja na amizade ou no namoro, não é obrigação. É por coração. É a liberdade de ir e voltar, mas nunca partir e te fazer mal. Quando se gosta, se quer bem. E perto também. A distância se torna cruel e qualquer oportunidade pra se estar ao lado é felicidade. Hoje ela entendeu e afirma: "Porque pra mim é assim: se não for de Deus, adeus!".


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