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Respira coragem, exala o medo

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Pensa numa pessoa tímida, medrosa, sem voz e com os ombros e olhares caídos, mas que carregava dentro de si um mundo todo particular. Pensou? Sou eu. Quer dizer, era eu.

Desde bem nova tive que matar minhas próprias vontades, meu jeito e minhas risadas, meu eu. E a pessoa que me “induziu” a fazer isso foi justamente a que tinha tudo pra ser minha luz, meu colo, meu abrigo, meu tudo. Pois é. Nossa alma vai acumulando decepções desde cedo. Eu tinha tudo pra continuar me diminuindo e me recolhendo do mundo e das pessoas lá fora. Só que junto com algumas despedidas, vieram também libertações.

A pessoa que mais me amarrou na vida foi embora, e levou junto consigo minhas algemas, sobrando eu. Apenas eu. Como sempre deveria ter sido. Mas foi aí que comecei a entender que tudo acontece por um motivo, pra cada destino.

Sabe, acredito que boa parte de nós se sente preso na própria pele e tem vergonha do próprio corpo, (desejando morar/ter um outro corpo e pele,) quando poderia ser bem ao contrário. Nosso corpo e mente, tudo que é da gente, é a nossa casa. E nela só deve entrar quem faz bem, e não quem vem pra tirar nossa paz e deixar sujeira e guerra. De dúvidas, já bastão as que criei. Não preciso de outras trazidas por mais ninguém. Não preciso. Não precisamos.

Minha antiga vergonha, MEDO (com letras maiúsculas mesmo de tão dono que era de mim), minha insegurança em mim mesma e dependência de aprovação e palavras/discursos de incentivo de qualquer outro, não me permitiriam dar os passos que já tomei e tenho tomado. Nem de falar em público, com pares de olhos pregados em mim. Meu corpo tremia, minha voz falhava e minhas pernas e sonhos vacilavam. Não é que agora tudo isso foi embora. Não. E acho que não vão. Mas diminuíram, a ponto de me libertar de antigas amarras impostas por julgamentos de pessoas alheias ao que se passava e morava no meu coração.

Rotina. Tá aí uma vilã que pode nos ajudar. Transformar pensamentos negativos e autodestrutivos em menos rígidos e frios. Todo dia, sem direito à folga em fins de semana ou feriados. Sempre carrego comigo aquele pensamento de que é melhor ir com medo, do que não ir. E até regredir.

Realizei um dos meus sonhos de criança e lancei meu primeiro livro num mundo em que duvidavam de mim e da existência de uma capacidade que fosse só minha. E agora resolvi me arriscar a além de escrever por aqui e ali, compartilhando pensamentos e sentimentos, também mostrar minha cara e voz. Não tenho a mínima noção do que isso vai dar, mas mesmo assim eu vou. E te convido a ir comigo. Estou criando esse espaço pra gente, pra afastar nosso coração da solidão e de tudo que aperta nossa alma e sufoca nossa respiração.

Não canso de repetir e desejar. Que aqui, tu aqueça a alma: Canal Suelen Azevedo.

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