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Te deixo ir, pra te ver voltar

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Amor. Tão difícil definir, mas tão fácil de sentir. É aquele algo em comum que muitas vezes toca e une pessoas tão diferentes e até resistentes. É bater o olho e já gostar, e depois apanhar de saudades e até chorar. É quando dá aquela vontade de ficar e fazer do outro um lar. É desejar bem baixinho, ao pé do ouvido: "que venha pra ficar, não pra me machucar". É ter ao mesmo tempo, medo e esperança, assim mesmo, na mesma balança.

É muitas vezes repudiar o egoísmo mas ser abraçada por ele, a ponto de não querer te dividir e nem te emprestar pra ninguém. É aquele pensamento de te chamar de "meu", mesmo sabendo que amar é deixar e viver livre também. É aprender e ao mesmo tempo ensinar, é ganhar quando a gente acha que perdeu. É ver no tempo, numa música, numa fotografia, uma oportunidade de eternizar dias que sempre vão passar. É sentir, deixar ir, só pra depois ter razões próprias pra voltar.

É um redemoinho de emoções boas e outras nem tanto. É se confundir, se arrepender, aceitar, querer, lutar, respeitar, acompanhar. São muitas e ao mesmo tempo poucas palavras em apenas uma linha. É um "eu te amo", "te cuida", "te cuido". É aquele silêncio recheado de diálogos. É aquela troca de olhar que dura segundos, mas que parece se estender por horas, por uma vida. É ser cego pelo ciúmes e mesmo assim continuar enxergando alguém incomparável ao seu lado. É correr o risco de se esquecer demais pra se encontrar no outro.

O amor pode até ser simples, só que o problema é que nós não somos. Temos tendência e essência pra complicar e até emaranhar onde não há nó. (Ou nós.) Que a gente aprenda que é bem-vindo quando muitas vezes nem somos esperados, e não quando nos deparamos com a porta fechada e que precisamos gritar e até berrar pra sermos ouvidos, que dirá recebidos. O amor é esse sentimento sem teoria, que só espera ser vivido, passado e colorido. Traz cor por si só, mas vira dor por nossa própria conta. Ele não mede palavras, apenas sinceridade e vontade.

Olha, de tudo e de toda vida até agora, aprendi a desconfiar. A ter um pé atrás, sim. Mas com as pessoas. Aprendi a separar a causa do causa(dor). A não repudiar o amor por alguém que não soube amar. Porque o que nasceu pra ser bonito não deve ser manchado pela maneira errada que o vivemos e o repassamos. E que se preciso for, a gente dê mais crédito pra razão e não pra paranoia. Ou escolher e ser pressa ao invés de aprender a ter e ser mais c(alma).

A gente vai tropeçando nessa vida, mas também vai entendendo aos poucos que cada arranhão e buraco que já estivemos é uma parada. Pra gente descobrir como ser mais a gente. Pra se fazer mais presente do que ausente na própria vida. Que a gente troque mais nossos medos e isolamentos por sorrisos. Os verdadeiros, mesmo que não escancarados e abertos. O importante aqui é sentir e não mais fing(ir).


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